domingo

A Revolução na Escolinha

Foi com muita alegria que recebemos os avós de alguns meninos da nossa turma, para nos fazerem "viver" a Revolução do 25 de Abril, na Escolinha.



Ficámos a saber como viveram os dias que antecederam e os que se seguiram à Revolução.

Quais os seus medos, os seus anseios, as experiências felizes e menos felizes que viveram...



Colocámos questões...














... tomámos notas e ouvimos as respostas com muita atenção!















Por fim, quisemos presentear cada um destes avós tão queridos, com a canção "Uma Gaivota".








Muito obrigado a todos por nos terem deixado o vosso testemunho, para que nunca nos esqueçamos do "tesouro" que a Revolução dos Cravos nos deixou como herança - a LIBERDADE.



1 comentários:

escolinhafinalistas2009 disse...

Parabéns pela iniciativa de não deixar “morrer” Abril. É muito importante que os nossos meninos percebam o valor que tem a liberdade. Muito para além das questões ou correntes politicas que o 25 de Abril possa suscitar, o que importa perceber é que até para amar é preciso ser livre. Porque amar é uma alegria e ninguém é alegre sem liberdade.
Muitos foram os que através das artes se manifestaram em favor da liberdade quando ela não existia. Foram esses que muitas vezes alegraram o povo não deixando que a esperança de ser livre se perde-se, nem deixando que o amor fosse esquecido.
Um dos artistas era o poeta José Carlos Ary dos Santos. Um talento impar para escrever poemas de canções. Valia a pena mostrar e ler mais Ary. É que na verdade, a sua sensibilidade ultrapassa em muito a sua conotação política. Leiam o poema em baixo e digam lá se o amor é de direita ou esquerda...

Balada para os nossos filhos

Um filho é como um ramo despontado
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu.

Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra até ao céu.

Meu filho minha vida és meu sangue e meu caminho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor.

João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo e que descubro
e que sendo só dois podem ser mil.

Pois filhos do amor e da ternura
sendo de todos não são de nenhum
e não no mundo coisa mais pura
que a gente amar em todos cada um.

José Carlos Ary dos Santos (cantado por Fernando Tordo)